Vereadores se calam sobre prefeito do PSDB preso e operação em Terenos

Dândara Genelhú

Vereadores se calam sobre prefeito do PSDB preso e operação em Terenos
Câmara de Terenos possui sessão todas as semanas. (Reprodução, Câmara de Terenos)

Henrique Budke (PSDB) é apontado como chefe da organização criminosa

Os vereadores da Câmara de  se calaram sobre a Operação Spotless no município, a 30 quilômetros de . Nesta terça-feira (9), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao ) prendeu o prefeito Henrique Budke ().

Jornal Midiamax acionou os vereadores do município por mensagens devidamente documentadas, questionando posicionamento após a operação na cidade. Contudo, nem um dos parlamentares respondeu à reportagem.

No total, 11 vereadores compõem a Casa de Leis em Terenos. São eles:

  • Leandro Caramalac (PSD); Presidente Camara 
  • Marquinhos da Van (PSDB);
  • Saci (PSDB);
  • Marcio Rezende (PODE);
  • Henrique Renovo (PODE);
  • Silvio da Estação (PSDB);
  • Zé Paraíba (PP);
  • Bixiga da Rádio (MDB);
  • Caco (PP);
  • Arnaldo Glagau (PSD);
  • Marilda da Saúde (União).

reportagem acionou: Henrique Renovo, Caco, Zé Paraíba e Leandro Caramalac pelos números pessoais. Além disso, tentou contato com Wilson, Marilda e Arnaldo por meio dos telefones cadastrados na Justiça Eleitoral.

Os demais vereadores, membros do PSDB, possuem registro com número do prefeito preso. Assim, não foi possível contato com os parlamentares.

Esquema de fraude em licitação

A operação aponta Henrique Budke como líder da organização criminosa alvo da Operação Spotless. Então, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagraram a investigação nesta terça-feira, 9 de setembro.

A investigação apontou que o grupo liderado por Budke tinha núcleos com atuação bem definida. Servidores públicos fraudaram disputa em licitações, a fim de direcionar o resultado para favorecer empresas.

Os editais elaborados sob medida simulavam competição legítima. Portanto, somente no último ano, as fraudes ultrapassaram os R$ 15 milhões.

O esquema ainda pagava propina para agentes públicos que atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, bem como aceleravam os processos internos para pagamentos de contratos.

Provas da Operação Velatus, de agosto de 2024, renderam a Operação Spotless. O Gaeco e Gecoc obtiveram autorização da Justiça e confirmaram que Henrique Budke chefiava o esquema de corrupção.

Spotless é uma referência à necessidade da realização dos processos de contratação da administração pública sem manchas ou máculas. A operação contou com apoio operacional da PMMS (Polícia Militar de MS), por meio do BPCHq (Batalhão de Choque) e do Bope (Batalhão de Operações Especiais).

Em nota, a assessoria de comunicação da prefeitura confirmou a ação. 

“Até o momento, o Poder Executivo Municipal não foi oficialmente comunicado sobre o real motivo da ação. Ressaltamos, porém, que a Prefeitura está colaborando integralmente com as autoridades competentes, fornecendo todas as informações e documentos que se fizerem necessários para o esclarecimento dos fatos”, diz o comunicado.