Gaeco e Gecoc cumpriram mandados contra prefeito, secretário e diversos empresários; confira a lista
Wendell Reis
Operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC), realizada nesta manhã, em Terenos, cumpriu mandados de busca em residências e escritórios de diversos empresários.
A autorização partiu do desembargador Jairo Roberto de Quadros, que determinou busca em apreensão em diversos locais, incluindo a Prefeitura de Terenos. Na lista de presos, o prefeito de Terenos, Henrique Wancura (PSDB).
O desembargador autorizou acesso aos telefones celulares e dispositivos informáticos de todos os investigados, inclusive durante o ato de cumprimento da ordem de busca e apreensão para preservação da evidência
Confira a lista de mandados de busca:
Henrique Wancura Budke (Prefeito de Terenos)
Arnaldo Santiago (Empresário)
Cleberson Jose Chavoni Silva (Empresário)
Eduardo Schoier (Empresário)
Fábio André Hoffmeister Ramires (Empresário)
Fernando Seiji Alves Kurose (Empresário)
Genilton da Silva Moreira (Empresário)
Hander Luiz Correa Grote Chaves (Empresário)
Isaac Cardoso Bisneto
Leandro Cícero Almeida de Brito
Nadia Mendoça Lopes (Empresária)
Orlei Figueiredo Lopes
Sandro José Bortoloto (Empresário)
Sansão Inácio Rezende (Empresário)
Tiago Lopes de Oliveira (Empresário)
Valdecir Batista Alves
Alexandre Oliveira Pinheiro (Empresário)
Arnaldo Godoy Cardoso Glagau (Empresário)
Celso Ricardo Gazola (Empresário)
Daniel Matias Queiroz (Empresário)
Edneia Rodrigues Vicente (Empresária)
Felipe Braga Martins (Empresário)
Fernanda Fidelis de Souza
Fernando Gomes Camargo (Empresário)
Jucélia Maria de Oliveira (Empresária)
Luziano dos Santos Neto (Empresário)
Maicon Bezerra Nonato (Secretário de Administração de Terenos)
Marcos do Nascimento Galitzki (Empresário)
Rinaldo Cordoba de Oliveira (Empresário)
Rogério Luís Ribeiro (Empresário)
Stenia Sousa da Silva (Empresária)
Vanuza Candida Jardim (Empresária
Segundo o Gaeco, a investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública instalada no município de Terenos/MS, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por um agente político, que atuava como principal articulador do esquema criminoso.
“A organização criminosa se valia de servidores públicos corrompidos para fraudar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames para beneficiar empresas participantes do esquema delituoso, mediante a elaboração de editais moldados e por meio de simulação de competição legítima, em contratos que, somente no último ano, ultrapassaram a casa dos R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais), diz parte da nota do Gaeco.
Segundo as investigações, o esquema também envolvia o pagamento de propina aos agentes públicos que, em típico ato de ofício, atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, como ainda aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público.
A polícia extraiu provas de alguns telefones celulares apreendidos na Operação Velatus, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até o líder do esquema.
“Spotless” – termo que dá nome à operação, é uma referência à necessidade de os processos de contratação por parte da Administração Pública serem realizados sem machas ou máculas.










