Parkinson: sintomas “invisíveis” e novas terapias em 2026 são chaves para preservar qualidade de vida

Brasil caminha para ser o 5º país com mais casos da doença no mundo; Especialista do Hospital do Coração explica como a detecção de sinais não motores e novos fármacos aprovados pela Anvisa podem revolucionar o tratamento e a autonomia do paciente

Parkinson: sintomas “invisíveis” e novas terapias em 2026 são  chaves para preservar qualidade de vida
(Foto: Freepik)

Com o envelhecimento acelerado da
população brasileira, o Parkinson consolidou-se como a segunda doença
neurodegenerativa mais comum no mundo. O Brasil caminha para ser o 5º país
com o maior contingente de pessoas com a condição, ultrapassando a marca de
200 mil casos e atingindo uma prevalência de aproximadamente 1% da
população acima dos 60 anos.

Em Mato Grosso do Sul, o cenário acompanha essa tendência. Dados do
Governo do Estado indicam que a população idosa já soma 391,1 mil pessoas,
considerando levantamento com base em 2022, o que reforça o avanço do
envelhecimento e a necessidade de atenção a doenças neurodegenerativas,
como o Parkinson.
Diante deste cenário, a médica clínica do Hospital do Coração, de Campo
Grande, Dra. Janda de Oliveira Campos Ramos, alerta que o diagnóstico
precoce e a atenção a sinais não motores, são decisivos para o sucesso do
tratamento. "O Parkinson é frequentemente associado apenas ao tremor, mas
ele é apenas a ponta do iceberg. Sintomas como perda de olfato, distúrbios do
sono, depressão e ansiedade podem surgir anos antes das alterações motoras",
explica a médica.
Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 10 milhões de
pessoas vivam com a doença no mundo, número que deve dobrar até 2040
devido ao aumento da longevidade.
Sinais de alerta: Além do tremor
“O diagnóstico precoce é o primeiro desafio, pois estima-se que, quando os
primeiros sintomas motores aparecem, o paciente já tenha perdido de 60% a
80% dos neurônios dopaminérgicos”, explica Dra. Janda.
Por isso, a atenção a sinais leves e inespecíficos é fundamental, como:
 Alterações motoras: Rigidez muscular, lentidão de movimentos
(bradicinesia), alteração na escrita (letra menor), diminuição da
expressão facial e mudanças na postura.
 Sinais não motores: Dificuldade em sentir cheiros comuns (café,
perfume) e alterações no sono, como falar, gritar ou se movimentar
excessivamente durante a noite.
 Saúde mental: Depressão e ansiedade são comuns, podendo surgir antes
dos sintomas motores, impactando a qualidade de vida e a adesão ao
tratamento.
"Muitas pessoas descobrem a doença em estágios avançados porque os
sintomas iniciais são confundidos com o envelhecimento normal. É essencial
procurar ajuda médica ao perceber tremor persistente ou qualquer mudança
progressiva nos movimentos", reforça a médica clínica do Hospital do Coração.

O ano de 2026 está marcando uma nova era para os pacientes, após a
aprovação de novos fármacos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), em novembro de 2025. Entre os destaques está o Produodopa, uma
infusão subcutânea contínua que reduz os períodos de imobilidade ("off") em
estágios avançados. Outra inovação é o Tavapadon, um agonista seletivo que
surge como opção promissora, tanto para o tratamento precoce quanto tardio,
com menos efeitos colaterais que as terapias tradicionais.
Abordagem Multidisciplinar e Apoio Familiar
Embora seja uma condição neurológica, o manejo do Parkinson exige a
integração entre neurologia, geriatria e a clínica médica. “O médico clínico
possui papel fundamental na identificação inicial da doença, e em quais etapas
o paciente seguirá o tratamento”, explica a Dra. Janda de Oliveira.
Para as famílias, o papel é prático e emocional: "O apoio envolve estimular a
autonomia do paciente, auxiliá-lo na rotina das medicações e incentivá-lo na
prática de atividades físicas, além, claro, da socialização, fundamental para
preservar a qualidade de vida por muitos anos", orienta a especialista.

SERVIÇO – GRUPO SANTA (UNIDADE MATO GROSSO DO SUL)
HOSPITAL DO CORAÇÃO
Endereço: Rua Marechal Rondon, 1703, Centro – Campo Grande/MS
Telefone: (67) 3323-9119 / (67) 3323-9150
SOBRE O GRUPO SANTA:
Fundado em 1963, o Grupo Santa nasceu da união de médicos visionários que
idealizaram o primeiro hospital privado de Brasília. Desde então, o Grupo
cresceu e se consolidou como referência em alta complexidade, tornando-se o
maior conglomerado hospitalar privado do Centro-Oeste. Hoje, reúne 12
unidades de saúde, entre hospitais gerais e centros especializados, presentes
no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As
unidades atuam em diversas frentes, com destaque para a assistência hospitalar
de alta complexidade, diagnóstico por imagem e atenção multiprofissional
integrada.
A qualidade e a inovação são pilares estratégicos do Grupo, reconhecido por
acreditações nacionais e internacionais, como a ONA (Organização Nacional deAcreditação) e a QMentum Diamante, certificações que atestam a segurança, a
gestão eficiente e o cuidado de qualidade.
Em 2023, o Grupo Santa deu um passo importante em sua trajetória ao
anunciar uma parceria estratégica com a Atlântica Hospitais, que adquiriu 20%
de participação no Grupo. O movimento fortaleceu sua governança corporativa
e ampliou a capacidade de investimento, preparando a rede para um ciclo
robusto de expansão e modernização.