O uso excessivo das redes sociais e o impacto na ansiedade.
Por V. A. Duarte
O uso das redes sociais se tornou parte integrante da vida cotidiana e plataformas como Instagram, TikTok e X (antigo Twitter) oferecem entretenimento, conexão e informação em tempo real. No entanto, o uso excessivo dessas ferramentas tem sido associado a um aumento significativo nos níveis de ansiedade, especialmente entre jovens e adultos conectados por longas horas.
O principal fator de risco está na constante exposição a conteúdos que estimulam a comparação social, pois a busca por validação através de curtidas, comentários e seguidores pode gerar sentimentos de inadequação, baixa autoestima e medo de estar “ficando para trás” — fenômeno conhecido como FOMO (Fear of Missing Out). A FOMO é o medo de não saber o que outras pessoas estão fazendo, levando a sentimentos de ansiedade que impactam fortemente as atividades de vida diária, assim como a produtividade no trabalho. Essa dinâmica cria um ciclo de recompensa e frustração que afeta diretamente o bem-estar emocional.
Além disso, o excesso de notificações, a sobrecarga de informações e a dificuldade de desconexão contribuem para um estado de alerta constante, prejudicando o sono, a concentração e a qualidade das interações presenciais. Estudos apontam que jovens que passam mais de três horas por dia nas redes sociais têm até 45% mais chances de desenvolver sintomas de ansiedade, em comparação com aqueles que fazem um uso mais moderado.
É importante destacar que o problema não está nas redes em si, mas no uso desequilibrado e na ausência de limites. Estratégias como a definição de horários específicos para acessar as redes sociais ajuda a evitar o uso compulsivo e a manter o foco em outras atividades importantes, como estudos, trabalho e convivência familiar. Aplicativos como StayFocusd (bloqueia sites específicos após um limite de tempo predefinido) e Freedom (permite o bloqueio de sites e aplicativos em todos os dispositivos do usuário), podem auxiliar no controle do tempo de tela. Outra questão importante é a priorização de conexões reais, pois elas podem ajudar a reduzir os impactos negativos e promover uma relação mais saudável com a tecnologia.
Referências bibliográficas
- Oliveira, C. R. M. et al. (2024). Impacto do uso de redes sociais na saúde mental de adultos e adolescentes: uma revisão bibliográfica. Psychiatry Online Brasil. Disponível em: polbr.med.br
- Instituto Cactus & AtlasIntel. (2024). Panorama da Saúde Mental no Brasil. Veja Saúde. Disponível em: veja.abril.com.br
- Vale, C. & Braga, J. G. (2025). Estudo revela ligação preocupante entre redes sociais e transtornos mentais em jovens. Catraca Livre. Disponível em: catracalivre.com.br









