Corrupção em Terenos: engenheiro que ganhava 3% sobre medições fraudulentas é preso
Gabriel Maymone
Prefeito (afastado) e outros 15 estão na cadeia por escândalo que desviou R$ 15 milhões
O engenheiro civil Leandro Cícero Almeida de Brito foi o último a ser preso entre os 16 alvos da Operação Spotless, a qual investiga esquema de corrupção que desviou mais de R$ 15 milhões de Terenos, entre 2021 e 2023, durante a administração do prefeito (agora afastado), Henrique Budke (PSDB) — também preso.
A prisão ocorreu nesta quinta-feira (11), dois dias após a ação do Gaeco nas ruas da cidade do interior e de Campo Grande.
Conforme as investigações, Leandro aparece como amigo íntimo do ex-secretário de Obras Isaac Cardoso Bisneto, preso pela segunda vez.
O relatório do Gaeco aponta que o engenheiro teria elaborado documentação técnica, a pedido de Isaac, para fornecer ao empreiteiro Sandro Bortoloto (preso também), da Angico, referente a uma licitação que já tinha vencedor certo.
Para isso, recebeu R$ 9 mil.
Ainda, o Gaeco apurou que uma licitação vencida pelo empreiteiro Sansão Inácio Rezende teria relação com uma ‘contribuição’ feita a Leandro.
Em conversa, Isaac diz a Sansão: ‘Só não esquece do meu amigo kkk [Leandro]’. Então, dias depois, foram emitidas notas de empenho à empreiteira de Sansão.
Outras conversas confirmaram que Leandro recebia 3% do valor de medições de obras entre dezembro de 2022 e julho de 2024 (um mês antes da primeira fase da operação).
Vale ressaltar que a medição é o atestado que um profissional faz sobre o efetivo avanço das obras.









