Terça, 26 de Outubro de 2021
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ONU alerta que a crise climática se acelera após redução nos confinamentos da pandemia
Imagem: Crédito: Divulgação
Publicado em 16/09/2021

Não houve uma recuperação verde nem tampouco um “crescimento mais ecológico”. Pelo menos não até agora. É o que indica o relatório de conjuntura sobre a crise climática que várias agências vinculadas às Nações Unidas divulgaram nesta quinta-feira. A pandemia e os planos para a recuperação econômica depois da paralisação mundial em 2020 haviam sido vistos como uma oportunidade de tentar reverter o desastre ecológico causado pela ação humana devido ao contínuo aumento das emissões de gases de efeito estufa, vinculadas principalmente ao uso do petróleo, carvão e gás natural. Mas, como destaca a ONU, “não há indícios de um crescimento mais ecológico: as emissões de dióxido de carbono [o principal dos gases de efeito estufa] estão aumentando rapidamente outra vez após uma diminuição passageira devida à desaceleração da economia” decorrente dos confinamentos e outras restrições por causa da pandemia de covid-19.


Além disso, as Nações Unidas advertem que “as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera se mantêm em níveis sem precedentes e condenam o planeta a um perigoso aquecimento futuro”. O relatório apresentado nesta quinta-feira se intitula Unidos na Ciência e coincide com a reunião da Assembleia Geral da ONU, que acontece todos os meses de setembro em Nova York.

É a terceira edição deste relatório, e desta vez há dois protagonistas: a frustrada recuperação verde e o novo estudo do IPCC, o painel internacional de cientistas de referência para assuntos climáticos, que anunciou suas mais recentes conclusões em agosto. Entre elas, a ONU ressalta que atualmente “o aumento das temperaturas em nível mundial já provoca fenômenos meteorológicos extremos devastadores em todo o planeta, com efeitos cada vez mais graves nas economias e as sociedades”. Além disso, o aquecimento gerado pela humanidade vem causando mudanças “sem precedentes nas últimas centenas ou inclusive milhares de anos”, e alguns desses efeitos, como o aumento do nível do mar, não têm como ser interrompidos, mesmo que as emissões diminuam.

Por: El Pais
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