Quinta, 29 de Julho de 2021
Tensão Mundial
Cuba: conheça as figuras de oposição que promoveram as manifestações
Imagem: Foto: Divulgação
Publicado em 21/07/2021

Cuba continua sendo destaque na imprensa internacional por conta das manifestações da semana passada. Na manhã de sábado (17), no entanto, os protestos organizados em apoio à Revolução Cubana não ganharam o mesmo espaço na mídia internacional.

Mesmo com as novas medidas adotadas pelo governo cubano e o fim dos atos opositores, organizações internacionais e meios de comunicação destacam uma suposta “repressão continuada”, indicando que existem 250 presos e desaparecidos.

O Ministério do Interior confirmou que há pessoas detidas, mas não informou o número total, apenas destacou que quatro já possuíam antecedentes penais por desordem pública, posse de armas e desacato.

Também divulgou que um residente de Havana morreu durante os atos: Diubis Laurencio Tejeda, de 36 anos, teria falecido durante um ataque a uma estação policial na região de Guinera, na capital cubana.

“Algo que causou estranhamento, inclusive da população que tem exigido melhorias das condições de vida, foi ver uma ação de ódio. Violência extrema, vandalismo, violência contra quem saía às ruas com os emblemas da revolução. As pessoas ficaram assustadas, porque o povo cubano não é assim”, explica Nívia Regina da Silva, militante da Brigada do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais sem Terra (MST) em Cuba.

Cuba, desse modo, acaba sendo alvo de uma operação de Guerra Híbrida que, neste caso, começa com a asfixia da economia por meio do bloqueio econômico, que provocou um prejuízo de US$ 147,8 bilhões em quase seis décadas.

Em seguida, há uma dinâmica de promoção de conceitos difusos por meio de ONGs e movimentos culturais, que resulta na promoção de distúrbios violentos, acompanhados de perto pelos meios de comunicação alternativos de dentro da ilha e agências internacionais em todo o globo.

“Desbloqueiam um novo nível de antipolítica. São discursos que são definitivos, impositivos, de que não há volta atrás e não propõem uma reivindicação concreta. Buscam um estado de exceção que se não é imposto por eles mesmos, então buscam provocar que o próprio Estado, que está sendo agredido, tome medidas extremas”, analisa o pesquisador Éder Peña.

A Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba-TCP) reuniu-se, na última sexta-feira (16), e anunciou estar em sessão permanente para avaliar o avanço dos acontecimentos em Cuba. Em nota, afirmam que “as agressões comunicadas são dirigidas a gerar o caos em Cuba”.

Por: Rede Brasil Atual
Comentários
veja também
Cidades em rede
Rede News Online 2011 - 2021 © Todos os direitos reservados