Quinta, 29 de Julho de 2021
Opinião
Anti-establishment, Alan Guedes precisa declarar: "Basta de pobres numa Dourados rica!"
Imagem: Alan Guedes e Bezerra: "Basta de pobres numa cidade rica". (Foto: Assessoria)
Publicado em 20/07/2021

O prefeito de Dourados Alan Guedes está diante do mesmo cenário político em que se deparou o então chefe do executivo e ex-deputado Ari Artuzi (1963-2013), pois na Terra de Antônio João virou uma prática corriqueira quando algumas "forças terríveis" buscam defenestrar o titular do poder, sempre após derrotas sucessivas do establishment nas urnas, especialmente durante as eleições 2016 e 2020.

Noutra senda, a população já percebeu o hálito fúnebre das mesmas "forças ocultas" que ainda não digeriram o resultado do pleito passado, elas continuam arquitetando a revanche transvestida de segundo turno, com direito a espetáculos teatrais dos "patrocinados" por alguns derrotados, haja visto serem notáveis as meras ilações que movem as denúncias envolvendo além de Guedes como ex-presidente do Legislativo e não prefeito [que fique claro], o jornalista Alfredo Barbara Neto e a Lupa Comunicações, estes que teriam em tese operado num esquema de "farra da publicidade", totalizando um desvio de aproximadamente R$ 1 milhão dos cofres públicos [algo que se quer foi investigado por quem é de direito].

Importante esclarecer que os fatos aventados ainda precisam ser apurados exaustivamente pelo Ministério Público, oportuno lembrar que o Estado Democrático de Direito estabelece aos envolvidos a presunção da inocência, um princípio previsto no artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal de 1988, segundo o qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença condenatória”.

Igualmente, o caso é averiguado preliminarmente pelas autoridades que poderão se convencer pela abertura de inquérito até contra gestões passadas na presidência do Parlamento, tais como a liderada pelo professor/normalista Idenor Machado. Os formadores de opinião sabem que as acusações somente serão verdadeiras quando forem coletadas eventuais provas, após essa fase o promotor poderá oferecer ou não denúncia ao Juiz. É inverossímil que um magistrado acate argumentos frágeis, o que condiciona a iniciação da ação civil pública com a devida instrução processual, ou seja, a oitiva de testemunhas, quebra de sigilos bancários, fiscais, bem como a perícia técnica nas eventuais documentações, rito seguido pelas alegações finais das partes, garantida da ampla defesa e contraditório descrita no artigo 5º, inciso LV, da Carta Magna, que assim determina: “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes".

Por conseguinte, depois desse processo haverá a emissão da sentença absolvendo ou condenando os réus, cabendo ainda os recursos de apelação em 2º Grau ao Tribunal de Justiça, depois os subsequentes agravos e recursos especiais ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Superior Tribunal Federal (STF). Portanto, aviso aos navegantes: Somente com uma condenação transitada em julgado é que os supostos "mexericos" poderão ser atribuídos como crime de fato e de direito aos possíveis envolvidos, isso bem sabe o normalista Idenor Machado, graduado em Direito pela Unigran, nos anos 80.

Ilustres juristas sempre ressaltam que a transgressão civil e/ou administrativa é refém da demonstração da autoria, materialidade e dolo do agente ao executar os convênios ferindo a probidade administrativa. Independente disso, enquanto os cães ladrarem a carruagem passará, com Guedes, escoteiro, advogado e internacionalista, continuando no comando da segunda maior cidade do Mato Grosso do Sul, tendo seu mandato outorgado pelos eleitores, mesmo diante de uma crise sanitária e política, sempre sem precedentes. Recorrente, para a atitude dos personagens locais cabe uma paráfrase do ator Lima Duarte diante da morte do colega Flávio Migliaccio: “Os que lavam as mãos, o fazem numa bacia de sangue".

O espetáculo tem que continuar, entreguem-se à essa aventura!

(*) Jeferson Bezerra (1973) - integrou o Grupo Escoteiro Dourados (1984), a Corporação dos Patrulheiros Mirins (1987), foi soldado do 28º Batalhão Logístico (1992) e preside o diretório municipal do Partido da Mobilização Nacional (PMN).
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O prefeito de Dourados Luiz Antônio Alvares Gonçalves durante a inauguração da Praça Filinto Müller (1983). Perseguido e isolado pelo governador Wilson Barbosa Martins (1983-1986), ele terminou como servidor e reitor da Universidade Estadual! Detalhe: descartado pelo establishment de Pedro Pedrossian e Zé Elias. (Foto: A Gazeta)

Por: Da Redação
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