Ex-presidente de Câmara e mais oito são condenados em esquema de corrupção no interior

Wendell Reis INVESTIGAMS

Ex-presidente de Câmara e mais oito são condenados em esquema de corrupção no interior
Ex-presidente foi condenado a 12 anos em regime inicial fechado.

A 1ª Vara Criminal de Dourados condenou nove pessoas investigadas na Operação Cifra Negra, que apurou um esquema de corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos públicos na Câmara Municipal de Dourados.

 

Entre os condenados, o então presidente da Câmara, Idenor Machado, que precisará cumprir pena de 12 anos e quatro meses de prisão (em regime inicial fechado), e o assessor dele, Alexsandro Oliveria, com pena de 15,8 anos em regime fechado. Segundo a denúncia, ele era o responsável por distribuir o dinheiro do esquema.

Também foram condenados: Denis da Maia (sete anos em regime inicial fechado); Jailson Coutinho (sete anos em regime inicial fechado); Patrícia Guirandelli (Sete anos, em semiaberto); Franciele Aparecida (6,4 anos, em semiaberto); Karina Alves (6,3anos em semiaberto); Alexandre Zamboni (2,3 anos, regime aberto) e Uglaybe Fernadnes (2,7 anos, regime aberto).

A justiça reconheceu a existência de um esquema estruturado para fraudar procedimentos licitatórios e beneficiar empresas previamente ajustadas, por meio da simulação de concorrência e do pagamento de vantagens indevidas. A justiça entendeu que o grupo atuou de forma organizada em contratações realizadas entre 2010 e 2018 no Poder Legislativo municipal.

Segundo a denúncia da Operação Cifra Negra, as empresas envolvidas atuavam de forma coordenada para simular concorrência em procedimentos licitatórios da Câmara Municipal de Dourados. A prática permitia direcionar os certames e garantir que contratos públicos fossem celebrados em benefício do grupo investigado. 

As apurações tiveram origem em documentos e informações obtidos em investigações anteriores, que apontavam possíveis irregularidades em contratos celebrados pela Câmara Municipal de Dourados.