Quarta, 14 de Novembro de 2018
ESTADO MS
Governo analisa pedido por criação da Universidade do Pantanal
Imagem: assessoria
Publicado em 11/07/2018

O projeto de criação da Fundação Universidade Federal do Pantanal (Ufpan) pode voltar à agenda governamental a partir deste ano. O deputado estadual George Takimoto (MDB) solicitou ao senador Pedro Chaves (PRB) que acione o Ministério da Educação e a Casa Civil da Presidência da Republica para retomar o PL 6.174, de 09/11/2005, autorizando a instituição da Ufpan, por desmembramento da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

"É inquestionável para o Estado e para todo País a necessidade de acrescentar esta fonte referencial de ensino superior ao nosso acervo de conhecimentos", assinala Takimoto. Por sua vez, o senador Pedro Chaves destaca a iniciativa, salientando ser oportuna e atual, "uma vez que o contexto científico impõe a busca de soluções para as demandas e desafios que implicam desenvolvimento e sustentabilidade".

Takimoto lembra que há cerca de 13 anos uma comissão de professores do campus da UFMS em Corumbá apresentou ao Congresso Nacional um projeto pela criação da Fundação Universidade Federal do Pantanal. Com sede em Corumbá, a instituição seria uma unidade desmembrada da UFMS, aos moldes em que se deu a criação e implantação da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Sintonia

"É uma aspiração antiga, com o apelo da modernidade universalista, e contempla uma região vasta e singular e por achar-se em fina sintonia com a política de interiorização do ensino, da pesquisa e da extensão de nosso país, tendo em vista o equilíbrio federativo de nossas estruturas regionais", argumenta o deputado. Em seguida, alinha que o Bioma Pantanal, além da posição estratégica como coração do continente sul-americano, também figura como um dos principais biomas do planeta, sobretudo pelo seu extraordinário potencial hídrico, florístico, faunístico, pesqueiro, mineralógico, paisagístico e turístico.

"Também pela sua condição de fronteira internacional com a Bolívia e o Paraguai, reúne, com efeito, plenas condições para o eclodir de uma universidade interativa e de excelência", reforça Takimoto. Para ele, o salto de qualidade viria por etapas, sem grandes custos adicionais, considerando a boa estrutura física, humana e acadêmica já existente no Centro Universitário de Corumbá. É um local de boas instalações, contendo salas de aula, setor administrativo, biblioteca, anfiteatro e laboratórios.

O campus notabiliza-se também por sua Base de Estudos do Pantanal (BEP), no Passo do Lontra, com 21,5 hectares de área, contendo energia elétrica, telefonia, internet, alojamento para 48 pessoas, cozinha, refeitório, sala de reuniões, anfiteatro, laboratórios, viaturas e embarcações. Takimoto defende a criação da Ufpan mediante uma grade curricular responsável, focada no desenvolvimento sustentável da região, e que inclua cursos como Agroecologia, Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental, Engenharia Florestal, Ecologia, Engenharia Hídrica, Turismo, Engenharia de Minas, Veterinária, Engenharia Naval, Agroindústria, Engenharia da Produção.

"Isto, por certo, fará com que o Bioma Pantanal venha a abrir-se para novas possibilidades, novas matrizes econômicas, sociais e ambientais que sejam capazes de perpetuar a magia do embelezamento cênico, bem como a preciosidade dos recursos naturais", acredita. Ele avalia ainda que as duas universidades federais existentes continuam sendo muito pouco para Mato Grosso do Sul, levando em conta outras unidades federativas mais abastecidas, a exemplo de Minas Gerais, estado que já conta com nada menos do que 12 universidades federais.

Por: Redaçâo
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