Terça, 23 de Outubro de 2018
Campo Grande MS
MPE investiga empresa que ficou rica após vender uniformes à prefeitura da Capital
via Redação MGS News em 13/04/2018
O MPE (Ministério Público Estadual) vai investigar a contratação da Reverson Ferraz da Silva – ME, sem licitação, para fornecer uniformes aos alunos da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande. A Prefeitura pagou R$ 8,568 milhões à empresa de Cerquilho, interior de São Paulo, que atrasou a entrega em mais de quatro meses.

O contrato milionário permitiu que a empresa elevasse o capital social em 700%, de R$ 150 mil para R$ 1,2 milhão, conforme consulta feita à Junta Comercial de São Paulo.

A abertura de procedimento para apurar eventual improbidade administrativa foi anunciada pelo promotor Humberto Lapa Ferri, da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social.

Marquinhos Trad (PSD) contratou a pequena empresa paulista por meio de adesão à ata da Prefeitura da Estância Turística de Embu das Artes (SP) para evitar atraso na entrega dos uniformes aos 100 mil estudantes das escolas municipais. No entanto, a empresa não conseguiu dar conta da demanda e a entrega do vestuário só foi concluída em agosto do ano passado.

O contrato foi o negócio da China para a pequena empresa paulista. De acordo com o Campo Grande News, ela tinha capital social de R$ 150 mil. Após ser “premiada” pelo prefeito da Capital, o patrimônio social passou para R$ 1,2 milhão. Além disso, o grupo mudou de denominação para Revemtex e de cidade, para Boituva (SP).

Os problemas foram noticiados na época e não apenas pelo O Jacaré, como o atraso na entrega dos uniformes e a polêmica envolvendo a empresa. No entanto, somente agora, quando a polêmica é outra, o MPE decidiu investigar após denúncia anônima.

A polêmica atual envolve a contratação de sete empresas por R$ 22,614 milhões para fornecer uniformes aos estudantes do município. O aumento é de 163% em relação ao montante pago no ano passado e de 391%, comparando-se com a gestão de Alcides Bernal (PP) em 2016, quando foram gastos R$ 4,605 milhões.

A Via Verde Eventos, Comércio e Serviços Ltda – EPP, com patrimônio de R$ 200 mil, vai receber R$ 4,468 milhões para fornecer tênis aos alunos do berçário até o 5º ano do ensino fundamental. A principal atividade da empresa é ser “agência de viagem”, conforme a Receita Federal. Contudo, é habilitada para vender uniformes.

Ao contrário do ano passado, Marquinhos licitou os uniformes deste ano.

Sobre a investigação do MPE, antes tarde do que nunca.

Por: EDIVALDO BITENCOURT

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