Quinta, 21 de Novembro de 2019
Dourados
Délia Razuk apoia indústria da Coamo e Pacco mantém frigorífico de Itaporã desativado
Imagem: ASSESSORIA
Publicado em 14/10/2019

O prefeito de Itaporã Marcos Pacco (PSDB) perdeu a articulação de uma agenda com investidores do Grupo JBS Paulista que recentemente tentaram realizar visita técnica para reativar o frigorífico da cidade, mas os empresários rechaçaram a ideia apos detectarem que não teriam autorização para adentrar as instalações internas do empreendimento. Enquanto isso faltam empregos a população, tanto que o Município pretende desapropriar o imóvel e reverte-lo ao patrimônio público para outro destino.

Já em Dourados, na semana passada a prefeita Délia Razuk (PTB) buscando induzir o desenvolvimento local, recebeu a notícia do presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini que deverá inaugurar oficialmente as indústrias de óleo e refinaria de derivados da soja construídas na margem direita da BR-163 até Caarapó.

A indústria que processará 15 milhões de sacas de soja por ano será inaugurada entre os dias 21 e 27 de novembro e a confirmação da data depende apenas do presidente da República Jair Bolsonaro, convidado para o ato. A Coamo investiu R$ 750 milhões em sua planta industrial em Dourados e vai gerar trezentos empregos diretos.

Admirados com a situação, boa parte da população itaporanense depende de Dourados para trabalhar, estudar e realizar serviços bancários, ainda mais agora que faltam postos de emprego na cidade onde após mais de dois anos do anúncio, a JBS suspendeu o projeto de instalação de um frigorífico de perus em Itaporã. O investimento, na ordem de aproximadamente R$ 450 milhões, foi divulgado em dezembro de 2015. Naquela época, a JBS apresentou ao governador Reinaldo Azambuja o projeto de mais de R$ 1,1 bilhão para a ampliação do abate de aves e suínos na região da Grande Dourados.

Em recente entrevista ao jornal Correio do Estado, o presidente da Associação de Avicultores de Mato Grosso do Sul (Avimasul), Adroaldo Hoffman, afirmou que o projeto chegou a atrair o interesse de investidores. “Os produtores não chegaram a iniciar a criação. Mas sabemos de alguns investidores, de fora, que compraram terras na região pensando em investir no setor. Não há como estimar números. Mas sabemos de alguns produtores que previam aquecimento do setor e chegaram a comprar terras na região. Agora, a indústria está tentando redirecioná-los para outras culturas, como a de suínos”, destacou Hoffman.

Atrelado a inoperância do prefeito Marcos Pacco com sua equipe econômica sem habilidade, o projeto foi sepultado após os escândalos envolvendo a JBS, a empresa passou por processo de readequação de capital. Para manter a JBS, empresa mais forte dos Batista, outras foram vendidas. Com isso, o início do processo de implantação do frigorífico de abate de perus, que havia sido postergada para este ano, foi suspenso por tempo indeterminado. A empresa não chegou a utilizar os incentivos fiscais concedidos pelo Estado, com isso, o Termo de Acordo de Regime Especial (Tare) foi suspenso também.


Por: Jeferson Bezerra
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