Segunda, 14 de Outubro de 2019
DE VOLTA AO TRABALHO
Idenor retoma mandato e afirma ser ‘sem rancor nenhum’
Imagem: Divulgação
Publicado em 08/10/2019

Como noticiado na noite de ontem (7), pelo MGS News, o vereador Idenor Machado (PSDB), após dez meses afastado do mandato por decisão de justiça após a Operação Cifra Negra, que investiga suposta fraude em processo de Licitações na Câmara de Vereadores de Dourados, retornou à Casa de Leis na manhã desta segunda-feira (8), às 11h.

A posse ocorreu na sala da Procuradoria Jurídica da Câmara, e contou com a presenças de parlamentares da base aliada, oposição ao governo, assessores e familiares.
Idenor agradeceu a determinação da justiça que permitiu ele voltar ao cargo, e chorou ao mencionar que a vida não é fácil.

“Ninguém gostaria de passar pelos obstáculos, a vida não é fácil, mas uma eterna conquista”, disse, mencionando que “a justiça me tirou, a justiça me deu retorno ao cargo.
Vocês não sabem como é difícil estar afastado dez meses de um amigo seu, pessoas que foram assessores e que hoje eu não posso falar porque foram arrolados no processo. Mas a gente vai tentar transformar isso em soma para que possamos desenvolver esse final de mandato”, pontuou.

O parlamentar disse ainda que volta para a Câmara “sem rancor nenhum”.
Salário dos vereadores

Oficialmente no cargo, Idenor criticou o salário dos vereadores da maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul, comparando a Câmara de Dourados ao Legislativo de Campo Grande, alegando dificuldades no recebimento nas verbas indenizatórias.

“Hoje o vereador de Dourados está perdendo dinheiro do seu salário líquido, enquanto Campo Grande paga 50%, 75%, dos salários dos vereadores. Dourados não pode aplicar a mesma lei que nós fizemos aqui. Nós fizemos uma lei e essa lei não foi revogada. E hoje o vereador não está recebendo os 50% que lei, a constituição manda pagar”, ressaltou mencionando ainda o Tribunal de Contas.

“O Tribunal de Contas alega o seguinte: ah, vocês não podem aumentar o salário de vocês. Nós não aumentamos o salário. Quem aumenta é a Assembleia Legislativa. Apenas aplicados o divisor por dois, que é 50% do salário do deputado estadual. Eu quero que os vereadores da nossa cidade possam ter essa dignidade de ser considerado como os vereadores de Campo Grande”, finalizou.

Questionado novamente sobre a medida cautelar que impede que os envolvidos na Operação Cifra Negra, deflagrada no dia 5 de dezembro de 2018, e que investiga suposta fraudes em licitações na Casa de Leis, de manter contato com os investigados [Cirilo Ramão e Pedro Pepa], e testemunhas, Idenor ponderou que espera um posicionamento das autoridades.

“Sobre a medida que nos impede de manter contato, eu espero um esclarecimento da justiça, pois nosso mandato precisa continuar, e como faremos isso trabalhando no mesmo local?”.

Por: Guilherme Pires
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