Domingo, 22 de Setembro de 2019
Dourados
Com Alan Guedes, 80% dos vereadores douradenses são robóticos e irrelevantes
Imagem: ASSESSORIA
Publicado em 09/09/2019

No dia 15 de junho de 2018, o próprio Jornal Diário MS afirmou que a Câmara Municipal de Dourados virou uma espécie de terra de ninguém, onde grande parte dos vereadores que formavam a Mesa Diretora não apareciam para trabalhar e até o gabinete da então presidente Daniela Hall (PSD) foi encontrado fechado à chave. Dos assessores nomeados em quase sua totalidade tinha apenas três ou quatro trabalhando nas salas individuais dos parlamentares neste período.

Cada vereador tem direito a nomear seis assessores para os gabinetes, de forma que os 19 parlamentares somam 114 cargos de confiança bancados com o dinheiro público. Até 2016 eram oito cargos de confiança para cada vereador, mas o MPE (Ministério Público Estadual) conseguiu reduzir o cabide.

Com um custo anual de R$ 24,726 milhões para o cidadão douradense e com o custo anual de cada um dos 19 vereadores na casa dos R$ 1.263.157,89 (um milhão, duzentos e sessenta e três mil, cento e cinquenta e sete reais e oitenta e nove centavos), a opinião dos entrevistados no portal MGS News é que a Câmara Municipal deveria dar mais retorno social a cidade.

Em enquete recente realizada pelo portal MGS News que será divulgado no final do mês, a totalidade dos votantes classificam como inoperante um Poder Legislativo composto por 19 parlamentares, onde cada um embolsa R$ 12.661,13 (doze mil, seiscentos e sessenta e um reais e treze centavos) de salário para se reunir uma vez na semana em sessão ordinária que começa às 18:30h e termina antes das 22h. Para a todos, se até 2012 quando tinha 11 parlamentares, a Câmara Municipal já não tinha muita utilidade para o contribuinte, imagina agora que são 19 vereadores e 114 assessores para a sociedade bancar.

Em 2018 o vereador Sérgio Nogueira (PSDB) foi questionado sobre a ausência dos servidores no seu gabinete e a informação apontando que dois dos seus assessores trabalhariam em uma universidade de Dourados no mesmo horário do expediente na Câmara Municipal. O edil explicou que seu gabinete está aberto 5 dias por semana e 4 assessores trabalham pela manha. A assessora de comunicação trabalha à tarde acompanhando a agenda de visitas nos bairros, Ceins, escolas, Cras e na confecção de artigos e textos para os jornais. O assessor jurídico Givaldo Matos foi exonerado após a denúncia, mas foi dito que ele trabalha em qualquer horário do dia que fosse preciso sua assessoria, nas diversas atividades de dimensão jurídica/legislativa e consulta nos Projetos de Lei que tramitam na Câmara.

Na zona rural de Dourados, a moradora Jovina França do Cerrito, próximo a cidade universitária afirmou ao MGS News que o legislativo é inservível, pois a região possui sérios problemas de transporte coletivo nos finais de semana na linha do Distrito de Picadinha, escolas sucateadas, assim o local foi esquecido inclusive no projeto de emancipação dos distrito de Itahum, que poderiam possibilitar ao menos a duplicação da MS-270.

No centro, a estudante universitária Monaliza Colombo disse que falta os parlamentares impulsionar leis e audiências públicas fortalecendo o turismo de eventos para ampliar a ação de quatro universidades na promoção do conhecimento, isso foi muito notado na gestão do então Prefeito Laerte Tetila (2001 a 2008) com a implantação da Universidade Federal, a UFGD.

Na região Sul, em especial a Vila Cachoeirinha, a moradora Luciellen Campos afirmou que recentemente viu o vereador Juarez de Oliveira fazendo vídeos de redes sociais no Via Parque, atual Rua Bolivar Loureiro Rocha que está tomada por buracos com a presença do tráfico pesado de carretas das usinas, sem nenhuma solução prática no recapeamento desta via, que poderia ser liderado pelo parlamento através de parcerias público privadas, o que não ocorre.

Na região leste, a moradora Jandra Judite explica a principal reclamação dos moradores do bairro Parque das Nações é a distância para o centro, precisando com urgência da construção de novas lotéricas para pagamentos das contas, mas nenhum vereador se interessou pelo assunto.

Por: Jeferson Bezerra
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