Domingo, 22 de Setembro de 2019
Dourados
Avalizado por Madson, Zauith endividou Dourados em R$ 104 milhões e Délia escalona salários
Imagem: ASSESSORIA
Publicado em 07/09/2019

Além do ex-prefeito Murilo Zauith, na atualidade um dos responsáveis pelo escalonamento de salários dos servidores da Prefeitura de Dourados é o vereador Madson Valente (DEM) que pertence ao grupo de marionetes do ex-vereador-bacharel Sidlei Alves, este a todo momento deseja que a atual gestora reinvente a roda, os peixes que estão nos rios e as estrelas do céu.

No entanto, Madson só esqueceu que entre 2013 a 2016 quando foi líder do ex-prefeito Murilo na Câmara Municipal, a cidade contraiu um empréstimo junto ao Tesouro Nacional no valor de R$ 104,8 milhões para os cidadãos pagarem pelos próximos 20 anos. O resultado foi que a atual prefeita Délia Razuk encontra dificuldades em quitar a dívida junto a Caixa Econômica, o que está comprometendo mensalmente as finanças da municipalidade.

Cabe ressaltar que ao contrair este financiamento, Zauith precisou dar uma garantia. Isso ele fez com autorização da Câmara Municipal, onde neste época as negociações foram intermediadas pelo vereador Madson Valente que convenceu os demais colegas parlamentares na aprovação da matéria, isso ocorreu em julho de 2013, através do Projeto de Lei nº 74/2013. Como consequência se não conseguir pagar o empréstimo, Dourados deixará de receber o já reduzido FPM (Fundo de Participação dos Municípios), fonte de recursos federais fundamental para um município com fraca arrecadação própria, o que tem levado Délia a escalonar salários dos servidores.

Apesar de essa dívida ter sido contraída em sua gestão, Murilo Zauith não pagou um único centavo, pois a Caixa Econômica deu uma carência de 18 meses para o início dos pagamentos, ou seja, somente em 2017 ao assumir o mandato de prefeita, é que Délia Razuk está honrando a sua quitação mensal.

Prometendo 100% de asfalto na cidade durante a campanha nas eleições 2012 quando foi reeleito prefeito novamente, Murilo utilizou esses recursos em obras parciais de infraestrutura, mas não disse aos municipes que o dinheiro é fruto de um financiamento da Caixa Econômica que custa atualmente juros anuais superiores a R$ 2,7 milhões.

O dinheiro do financiamento consolidado em 2014 não foi dado, a verba anunciada na época por Zauith não teve origem em emendas parlamentares articuladas por ele em Brasília. Não foi um recurso federal destinado a benfeitorias sem ônus aos moradores. Todo esse montante foi empresado pela Caixa Econômica Federal, um banco que, embora seja estatal, não faz filantropia com Dourados. O que emprestou para o município na ocasião, está sendo pago e com juros pela atual prefeita Délia.

Naquele período, Madson Valente esqueceu que o próprio superintendente estadual da Caixa em Mato Grosso do Sul, Paulo Antunes Siqueira, afirmou que os R$ 104, milhões que a Prefeitura de Dourados pegou emprestado deverão ser pagos em 240 meses (20 anos). Além disso, foi rigorosamente acrescida uma taxa de juros anual de 5,5%, que vai chegar a R$ 2.745.108,46 por ano.

Portando, graças a gestão do ex-prefeito e atual vice-governador Murilo Zauith em 20 anos os douradenses já terão pago R$ 54.902.169,20 só de juros. O deputado estadual Neno Razuk (PTB) utilizou a tribuna da Assembléia Legislativa recentemente dizendo que nenhum prefeito suportaria a situação lastimável em que se encontra as finanças da Prefeitura de Dourados, é preciso fazer milagres para manter os serviços essenciais, inclusive no Hospital da Vida que é porta aberta 32 municípios da região Sul.

Por: Jeferson Bezerra
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