Domingo, 22 de Setembro de 2019
Dourados
Rancorosa, Zauith e Valtinho já foram perseguidos por metralhadora giratória de Virgínia Magrini
Imagem: ASSESSORIA
Publicado em 10/06/2019

Além do vereador Junior Rodrigues (PR) de Dourados que foi objeto do pedido de cassação do mandato eletivo através de comissão processante instalado recentemente na Câmara Municipal de Dourados, são dezenas de agentes públicos que já sofreram o sabor das perseguições políticas e rancorosas da ex-vereadora Virginia Marta Magrini. Uma das suas características principais é agir movida por mágoas e ressentimentos do passado, para embasar as suas ações arbitrárias, em especial pelo seu insucesso na campanha fracassada, que culminou com sua derrota ao cargo de vereadora nas eleições de 2016.




O primeiro que saboreou o descarrego dessas amarguras de Virgínia Magrini foi o então prefeito de Dourados Murilo Zauith na gestão 2013/2016, onde ao ser eleita vereadora pelo Partido Progressista (PP), a advogada organizou uma equipe de assessores com veículo particular e motocicleta, integrada por pessoas especializadas em fotografar o uso de veículos oficiais de hospitais e de plantões da Secretaria de Assistência Social, objetivando simular a utilização de servidores e patrimônio público no interesse particular.

Rotineiramente neste período foram levadas várias denúncias infundadas aos meios de comunicações para desgastar a administração pública, denúncias arquivadas de oficio pelo Ministério Público antes mesmo de iniciarem os inquéritos investigatórios, por falta de objeto e elementos afins que estimulassem a sua tramitação.

Numa outra oportunidade ainda em 2013, quem sofreu com o espírito excêntrico de Magrini foi o então secretário de fazenda de Dourados Walter Carneiro Junior, que num sábado inocentemente estava em sua Chácara São Benedito na saída para Distrito de Itahum, onde contratou através de nota fiscal uma retroescavadeira pertencente a empresa de amigos do seu pai, ex-deputado Valter Carneiro. A máquina realizava a terraplanagem na propriedade rural, onde mesmo o serviço particular sendo pago com nota específica, um motoboy de campana no local fotografou a suposta utilização indevida do maquinário o dia todo na área rural, estimulando o envio das imagens aos veículos de comunicações e ao Ministério Público, simulando que tratores de propriedades das empreiteiras que possuíam convênios com a Secretaria Municipal de Obras Públicas estavam sendo utilizados no interesse particular de Valtinho Carneiro, e o pior, com a anuência do então prefeito Murilo Zauith. O fato foi arquivado na investigação da promotoria à época.

Posteriormente, outra denúncia arquivada no Ministério Público e pela Comissão de Sindicância da Secretaria Municipal de Administração de Dourados, foi quando um motoboy da equipe de assessores de Virginia fotografou um suposto aniversário nas dependências do Centro de Convivência do Idoso “André Chamorro” de Dourados, onde aos meios de comunicação as imagens foram utilizadas para induzir a opinião pública acusando que o evento se tratava de festa interna dos servidores, com a comemoração do aniversário da então coordenadora do local, a assistente social Enedir Polombo Macena, a Dédé.



Neste incidente do Clube do Idoso, o prefeito Murilo Zauith determinou a instauração de sindicância administrativa e posteriormente a Procuradoria Geral do Município opinou pelo seu arquivamento, embasada na oitiva de provas testemunhais demonstrando que o evento se tratava de uma reunião interna de planejamento da equipe de servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social, que estava sem espaços apropriados para trabalhos técnicos com grande número de envolvidos.

Já em 2016, buscando os holofotes do noticiário estadual, a outra vítima do rancor de Virgínia foi o jovem vereador Maurício Lemes, nesta época o mesmo foi acusado através de uma brincadeira durante a sessão da Câmara Municipal de praticar atentado violento ao pudor contra a colega, esta que utilizou o suposto incidente como um mecanismo de ocupar mídia na defesa da mulher, em plenárias na Câmara Municipal de Campo Grande e no Partido Progressista (PP).




Com o incidente acusatório contra Maurício Lemes, Magrini vinha em todo momento em suas entrevistas públicas se vitimando gratuitamente. No entanto, o inquérito criminal que investigou o caso foi arquivado na Policia Civil por ausência de crime, mas causou prejuízos imensos ao jovem vereador que perdeu contrato de trabalho como professor temporário no curso de história da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), onde possui mestrado em história econômica, isto ainda veio a enfraquecer a sua reeleição no pleito de 2016, ficando na suplência.

Outra novela mexicana promovida por Magrini nas eleições de 2016 foi quando a mesma sendo candidata a reeleição, através da comunicação de falso crime, denunciou o então líder comunitário Jânio Miguel que era candidato a vereador pelo Partido da República (PR) no mesmo reduto eleitoral do Grande Flórida, movimentando sem necessidade agentes da Polícia Federal de Dourados numa operação de busca e apreensão na residência candidato.

Mesmo sendo apreendidos materiais de campanha com as prestações de contas de fornecedores, numa acusação injusta de compra de votos, não foi configurado crime eleitoral. A acusação foi arquivada em 2018 durante julgamento de mérito pela Justiça Federal, legitimando o mandato parlamentar de Jânio Miguel.

Oportunamente este jornal estará tratando especificamente de cada vítima das perseguições da ex-vereadora Virginia Magrini nas próximas edições, apresentando elementos convincentes de que um complô está sendo articulado em Dourados por forças ocultas visando promover desgastes contra a gestão da prefeitura de Dourados Délia Razuk, criando comissões processantes contra vereadores baseadas em ilações em inquéritos extrajudiciais do Ministério Público, onde os acusados estão na fase de apresentações das defesas na instrução processual.

Estes agentes ocultos buscam criar cenários que induzam a opinião pública o erro, materializando futuramente um pedido de impeachment da prefeita Délia Razuk ao cargo de gestora municipal, eleita democraticamente pelo povo contra grupos e oligarquias que há décadas se revezavam como xerifes políticos locais.

Por: Jeferson Bezerra
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