Segunda, 27 de Maio de 2019
Dourados
Virginia Magrini mentiu que possuía foto de Pepa e Cirilo na Quality
Imagem: ASSESSORIA
Publicado em 13/05/2019

Ao entregar memoriais contendo as alegações finais à Comissão Processante que avalia denúncia contra os vereadores afastados Pedro Pepa (DEM) e Cirilo Ramão (MDB), o advogado Fernando Baraúna insiste na tese da absolvição por ausência de provas, haja vista que ambos não atuaram com quebra de decoro parlamentar, pois está nítida a inexistência de autoria e materialidade dos crimes imputados pela 16ª Promotoria de Justiça, no auge da Operação Cifra Negra.

A petição pontuou que as investigações iniciaram com depoimentos da ex-vereadora Virgínia Magrini e do ex-servidor Rodrigo Terra desprovidos de compromisso com a verdade, baseados em falas genéricas e contraditórias diante do Ministério Público. Numa das oportunidades, Magrini deduziu que entre os dias 20 a 23 de cada mês, o vereador Cirilo Ramão e Pedro Pepa se dirigiam à Campo Grande no carro oficial da presidência, onde poderia ser com ordens de Idenor Machado, objetivando irem pessoalmente buscar o retorno da propina da empresa Quality, após consumada as ordens de pagamentos dos convênios de serviços de informática e automação da Câmara Municipal.

Assim sendo, ao fazer “investigação particular” a ex-vereadora nestas ocasiões passava a telefonar todos os dias aos gabinetes dos envolvidos para consultar a sua assessoria da presença de ambos na cidade de Dourados, no entanto as respostas eram sempre evasivas, de que os parlamentares estavam na Capital a serviço dos mandatos. Essa versão foi desmentida com o depoimento da servidora Keila Jonair Pieto telefonista da Cara desde 2012, que afirmou em termo que nunca soube do fato e jamais Virginia utilizou de seus serviços para transferir ligações para saber se os supostos vereadores estavam presentes na Câmara.

Audaciosa, em 2015 a ex-vereadora disse na sua oitiva que viu e recebeu uma foto no antigo aparelho de celular que estragou, mas que no momento não tinha para juntar no processo do Ministério Público, ainda usou as seguintes palavras para reforçar as acusações vazias: “Vi inclusive há cerca de três a quatro meses que Cirilo Ramão chegou a postar uma foto de selfie em sua página do facebook, informando que estava dando um rolê em Campo Grande, ao fundo se podia verificar a fachada da empresa de Denis Maia (Quality), mas como o celular teve problemas pode ser que essa foto tenha se apagado”, (grifo nosso).
Baraúna rebateu a ausência de autoria e materialidade, incorrendo até mesmo ao eventual crime de falso testemunho de Magrini, pois essa ex-vereadora além de não encontrar a suposta imagem, não teve o trabalho de citar a data em que Cirilo Ramão esteve na frete da empresa Quality praticando os ilícitos.

Portando a delação de Magrini não possui suporte fático probatório para prosseguir com as investigações, argumento amparado em enunciados do próprio Superior Tribunal de Justiça, que é taxativo na jurisprudência dando conta que apenas a declaração premiada de um denunciante não são suficientes para formar um juízo condenatório, para tal são necessários provas independentes no curso da investigação policial.

A defesa insiste na tese que cabe a absolvição dos seus clientes por ausência de provas compartilhadas pelo MP que são inexistentes até o momento, pois ainda dependem da instrução do processo penal da 1ª Vara Criminal para serem valoradas na eventual sentença.

Por: REDAÇÃO
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