Segunda, 27 de Maio de 2019
ELEIÇÂO 2020
Barbosinha enfrentará dilemas na classe C e D como candidato a prefeito de Dourados
Imagem: ASSESSORIA
Publicado em 25/04/2019

O deputado estadual José Carlos Barbosa (DEM), poderá ampliar os dilemas enfrentados atualmente ao tentar decolar o seu nome como candidato a Prefeitura de Dourados nas eleições 2020. Recentemente, centenas de cidadãos douradenses ouvidos em pesquisa de consumo interno do jornal MGS News que será publicada em junho, demonstraram drástica resistência nas classes C e D ao nome do parlamentar, mesmo este tento um vasto currículo técnico como ex-prefeito de Angélica, professor aprovado no primeiro concurso da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Grande Dourados com nível de mestrado, ex-presidente da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), ex-secretário de estado de justiça e segurança pública e ex-presidente da Comissão e Constituição e Justiça da ALMS.

Aparentemente, os dados parcialmente levantados antes do registro da pesquisa, apontam que o eleitorado quer ouvir uma linguagem coloquial, direcionada aos menos favorecidos, ao contrário, os entrevistados confundem como robótico o perfil extremamente técnico do pré-candidato Barbosinha que segundo suas entrevistas a imprensa, pretende planejar uma gestão municipal no estilo de ex-prefeitos como Zé Elias (1977/1982) e Laerte Tetila (2001/2008), o primeiro beneficiado por investimentos faraônicos em obras públicas no governo militar, o segundo pelo alinhamento político dos governos de Zeca do PT e Lula da Silva.

O desafio aos marqueteiros de campanha será em realmente ramificar o nome do pré-candidato Barbosinha nas regiões periféricas de Dourados, que insistem em interpretar que o mesmo é um candidato que representa corporações e oligarquias. Sua chapa deverá ser composta com um vice-prefeito com alta popularidade junto ao eleitor, como é o caso dos pré-candidatos que pertencem ao arco de alianças do vice-governador Murilo Zauith, Marçal Filho, Alan Guedes, e um empresário local que terá o nome divulgado oportunamente.

Neste mesmo raciocínio, observa-se que Barbosinha tem enfrentado coroas de espinhos como líder do governador Reinaldo Azambuja na Assembleia Legislativa, esses dilemas se repetem semanalmente quando o deputado busca defender um governo que está sofrendo vários desgastes, em especial nas renegociações salariais no inicio do ano, e superação do limite prudencial da folha de pagamento.

Recentemente, no dia 14 de fevereiro, um fato marcou a atuação de Barbosinha, quando este afirmou que quem está na vida pública está sujeito a ser alvo de operações policiais. Ele se referia a presença da Polícia Federal e CGU (Controladoria-Geral da União) na Governadoria durante a Operação “Aprendiz”, ressaltando veementemente que é natural no país esse tipo de operação e o agente público responder a investigação, mas que tudo depende do resultado dessa investigação.

Na ocasião, o atual Secretário Especial de Articulação Política, Sérgio De Paula foi responsável pelas contratações investigadas durante a operação, enquanto secretário da extinta Casa Civil do governo. A operação da 30ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público, foi chefiada pelo promotor de Justiça Marcos Alex Vera de Oliveira, cumpriu 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Criminal Residual de Campo Grande, em órgão público, empresas ligadas ao ramo gráfico e de publicidade, e residência, todos localizados na Capital, o prejuízo causado aos cofres público do Estado estaria estimado em R$ 1.600.577,00.

O primeiro desafio aos pré-candidatos a prefeitos da segunda maior cidade do estado poderá começar fazendo um debate sobre uma moderna politica habitacional de extinção de favelas, com a redefinição da expansão urbana. Mas será crucial, além de criticar, superar o suposto e dito trabalho assistencialista realizado pela atual prefeita Délia Razuk, e seu marido Roberto Razuk, que mantém desde o final dos anos 70 com altos e baixos, com ou sem mandatos eletivos, o mesmo público cativo que formam parte de seus correligionários, o diferencial não é ser amigo do eleitor, mas incorporar as suas dores, chorando as suas lágrimas, na alegria ou na tristeza.

Por: Jeferson Bezerra
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