Terça, 02 de Marco de 2021
Intervenção da União
Servidores e alunos da UFGD planejam lançar um livro registrando o momento caótico da Instituição
Imagem: UFGD com intervenção federal da União. (Assessoria
Publicado em 23/01/2021

Sob intervenção de Mirlene Ferreira Macedo Damázio e equipe, caos se instalou.

Mirlene Ferreira Macedo Damázio foi nomeada como reitora pró-tempore pelo ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, após judicialização do processo sucessório reitoral da UFGD. Desde então à universidade parece ter iniciado um capítulo sombrio de sua história, mergulhada no caos administrativo que é alimentado por decisões autoritárias de uma equipe com capacidade e legitimidade questionadas pela comunidade acadêmica. Os indicadores de evasão relatados pelos coordenadores de cursos alcançaram recordes jamais vistos na instituição e muito superiores às demais universidades públicas do estado (mesmo no período de pandemia). Além disso, a equipe pró-tempore abriu um número enorme processos administrativos disciplinares pela contra os próprios colegas de trabalho, alguns servidores relatam que esses processos são uma forma de perseguir aqueles contestam o autoritarismo e incompetência da gestão atual da universidade, que tem como objetivo punir as lideranças da resistência. Entre outros, esses serão assuntos abordados pelo livro que está sendo planejado por um grupo de servidores e discentes da universidade, descrevendo o momento difícil que a UFGD passa.

O livro deve contar com ampla participação de comunidade acadêmica, sendo coautores membros de cada uma das 12 faculdades da UFGD. Um dos principais objetivos do livro seria registrar com fidedignidade e riqueza documental o momento que universidade vive, produzindo um material com enorme valor histórico, evitando que à sociedade se esqueça dos danos da equipe interventora de Mirlene Ferreira Macedo Damázio à democracia e à própria universidade e assim possa evitá-los futuramente.

Os professores que encabeçam o projeto não quiseram ter suas identidades reveladas publicamente, pois relataram ao MGSnews o medo de sofrerem perseguição pela atual gestão, mas adiantaram alguns dos pontos que serão abordados pelo livro, entre eles estariam algumas coletas de dados qualitativas e quantitativas sobre a condução da universidade no período de pandemia e da própria aprovação da atual gestão (Mirlene e Luciano) pelos servidores da UFGD. Resultados preliminares da pesquisa de aprovação das gestões dos últimos 10 anos foram mostrados ao MGSnews, com amostragem aleatória representativa de cada unidade acadêmica, foram entrevistados por aplicativo de mensagens 103 professores/técnicos, os dados apontam que cerca de 2,9% dos servidores acham que a gestão Mirlene e Luciano tem desempenho ótimo/bom; 1,9% regular; 90,3% ruim ou péssimo e 4,9% não sabe/não quis responder. Os mesmos dados foram levantados para a gestão Damião e Marlene, os resultados foram: cerca de 38,8% dos servidores e acham que a gestão teve um desempenho ótimo/bom; 43,7% regular; 9,7% ruim ou péssimo e 7,8% não sabe/não respondeu. Já para a gestão Liane e Márcio os resultados foram: 29,1% dos servidores e alunos acham que a gestão teve um desempenho ótimo/bom; 43,7% regular; 21,4% ruim ou péssimo e 5,8% não sabe/não respondeu.

O livro ainda não tem data para ser lançado, mas promete ser uma obra completa, com os relatos abrangendo desde o processo eleitoral até os dias atuais, com capítulos específicos sobre: “Perseguição política e ideológica praticada pelos gestores pró-tempores”; “Identificação dos interventores e seus apoiadores em cada unidade acadêmica assim como delineamento dos seus perfis”; “Perda de relevância da universidade para à região da Grande Dourados”; “Qualidade da democracia na UFGD”; “Mergulho no caos administrativo e decisões ilegais: incompetência e autoritarismo da gestão”; “Evasão recorde: reflexo do descaso com os discentes” e “Retrocessos sociais, democráticos, acadêmicos e administrativos na gestão pró-tempore”. Finaliza um dos planejadores “Uma obra que terá um importante papel de registro histórico dos fatos e dos danos à universidade, democracia e toda sociedade causado por um pequeno grupo de interventores, sem apoio e legitimidade, esses fatos precisam ser registrados para que jamais sejam esquecidos e para que os reparos sejam feitos pelo reitor eleito”.

DIREITO DE RESPOSTA:

A redação do Portal MGSnews telefonou na tarde desse sábado (23) a reitora Mirlene Damázio, mas as ligações não foram atendidas, ficando o espaço reservado ao oportuno direito de resposta.



Por: DA REDAÇÃO / MGSNEWS
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