Terça, 02 de Marco de 2021
Ausência de Resposta
Comunidade pede novas eleições na Associação de Moradores do Parque das Nações I
Imagem: Sucego é presidente do bairro, apoiador de Carlito que perdeu no Parlamento. (Assessoria)
Publicado em 23/01/2021

No ultimo dia 25 de junho de 2020, expirou o mandato do presidente da Associação de Moradores do Parque das Nações 1º Plano, o mototaxista Cícero Lourenço, o Sucego. A comunidade espera que a União Douradense de Associações de Moradores esteja convocando novas eleições o mais rápido possível. "Precisamos rediscutir vários projetos, tais como renovar a cessão de uso do Centro Comunitário do Parque I que desde 2016 funciona como depósito da Secretaria Municipal de Assistência Social", disse Mariana Tavares, moradora na Rua Honduras.

Recentemente, a digital influencer Yasmin Sabrina esteve visitando o Grande Parque das Nações, nesta ocasião ela ouviu alguns pioneiros da região que estão preocupados com a inoperância do imóvel que abrigou o antigo Centro Comunitário "Luizas de Marilac" e a sede da Associação de Moradores do bairro, o impasse dura mais de dois anos. O portal MGSnews recebeu a informação apontando que em 2016 o Ministério Público pediu a retomada do imóvel pelo Município, a recomendação partiu do promotor de justiça Ricardo Rotunno que atua na defesa do patrimônio público e social.

"Uma vergonha esse bairro ter tido dois vereadores (Carlito do Gás e Cido Medeiros) e estar nessa situação lastimável, reafirmo que estarei visitando neste primeiro trimestre todos os prédios públicos, sejam os ocupados de forma precária na década de 70 a 90 com Centros Comunitários e Clubes de Mães abandonados, para que seja aberto um edital de leilão direto desses imóveis, assim os recursos arrecadados serão depositados na fonte zero do Município, sendo aplicados em outras prioridades como a saúde onde faltam materiais básicos", completou Yasmin.

Recentemente, alguns idosos da região ouvidos pelo Portal MGS News noticiaram a desativação há três anos do prédio da Associação de Moradores que atualmente está sendo utilizado como depósito da Secretaria Municipal de Assistência Social. O local foi inaugurado em 1987 como Centro Comunitário ainda na gestão do então prefeito Luiz Antônio, que o edificou através de mutirão.

Em outubro de 2016 o Ministério Público Estadual constatou que este imóvel estava funcionando no interesse particular, onde com a ajuda de um vereador da Vila Rosa, terceiros alugavam o espaço constantemente para realização de festas, casamentos e bailes. Segundo o site Mídia Max de Campo Grande, nesta ocasião o promotor de justiça Ricardo Rotunno da 16ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social de Dourados, abriu inquérito civil público para averiguar a suposta prática de apropriação indébita do prédio que pertencente a Prefeitura de Dourados.

No dia 19 de outubro de 2016 por determinação do prefeito Murilo Zauith, os invasores do Centro Comunitário entregaram as chaves do prédio para o diretor de patrimônio da Prefeitura, conhecido como Deboleto. Em janeiro de 2017 a secretária de administração Elaine Trota determinou a troca de todos miolos das chaves, lacrando o bem público, mas antes disso os invasores levaram todo o mobiliário.

Na manha deste domingo, a redação do MGS News tentou ouvir a versão dos citados, telefonou ao vereador Carlito Heleno e Cido Medeiros, mas não obteve êxito, ficando o espaço reservado ao oportuno direito de resposta constitucional.

"Nenhuma autoridade política se manifesta em articular emendas parlamentares ou convênios no Governo do Estado e União para investir de imediato no prédio que poderia ser um novo Poupa Tempo semelhante ao implantado no Jardim Água Boa, e sei da sensibilidade da prefeita Délia na solução deste impasse", indagou Sabrina isentando a atual gestora pela situação do local cedido a entidades privadas.

DIRETO DE RESPOSTA:

A redação do Portal MGSnews telefonou na manhã deste sábado ao citados, à direção da União Douradense de Associações de Moradores, mas os líderes comunitários Rodney Alves da Silva (secretário-geral) e Adilson Paraguai (vice-presidente) não atenderam as ligações, ficando o espaço reservado ao direito de resposta constitucional.

Por: Da Redação
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