Segunda, 28 de Setembro de 2020
Indefinição no PTB
Até dia 16 de setembro Délia Razuk anunciará destino político: "Se criticam, querem o lugar dela"
Imagem: Délia Razuk: Desde 1976 adotou Dourados como cidade do coração. (Assessoria)
Publicado em 11/08/2020

"Délia Razuk sempre será o escudo e a espada dos menos favorecidos", dizem lideranças.

"Nós temos até dia 16 de setembro para decidir os rumos do PTB, se for uma decisão conjunta do grupo, vamos acatar o eventual projeto de reeleição da minha mãe, mas a princípio ela vai administrar a cidade até dia 31 de dezembro, e oportunamente falará de política, esse não é o momento. Desde 1976 minha família está em Dourados, aqui fixamos residência, independente de mandatos eletivos, meus pais sempre ajudaram os companheiros, não precisamos provar nada aos nossos críticos, a folha de serviços prestadas da Família Razuk absolve qualquer ataque vazio das pessoas que desejam sentar na cadeira de prefeito", disse Neno Razuk, deputado estadual de 42 anos, em entrevista por telefone ao Portal MGSnews.

Nas eleições 2016, a pedagoga e assistente social Délia Razuk se tornou a primeira mulher a ser eleita prefeita de Dourados. Ela pertencia ao Partido Liberal (PL), antiga denominação do Partido da República (PR), época que recebeu 39,82% dos votos válidos, correspondendo a 43.252 apoiadores nas urnas.

"A priori, a Délia Razuk assumiu a Prefeitura num momento de crise econômica mundial, onde num passado recente, as gestões anteriores fizeram empréstimos milionários com a Caixa Econômica e Banco Habitar Brasil Bird para financiar obras eleitoreiras de infraestrutura. Na atualidade, os Municípios se tornaram meros pagadores de folha, sem conseguir investir, devido ao rombo em seus sistemas previdenciários, o enfraquecimento das contas públicas inviabilizou os investimentos. Hoje temos operacionalizado a gestão de forma deficitária, raramento usando a arrecadação na sua grande maioria para pagar os servidores, fornecedores e precatórios", disse Maria Rosa Silva, 69 anos, aposentada, moradora do Parque das Nações I.

"Independente de ocupar mandatos eletivos, a Délia Razuk sempre será o escudo e a espada do povo contra algumas oligarquias políticas, esses atores continuam insatisfeitos após as eleições 2016, quando uma mulher movida a superações se tornou prefeita, quebrando um ciclo. O escudo que me refiro é a defesa dos menos favorecidos, e a espada simboliza o avanço da gestora pelas conquistas sociais, tais como a sede do Conselho Tutelar Leste, a construção da Coamo que gerou novos postos de trabalho, corte de aluguéis em prédios ociosos, manutenção do Plano de Cargos e Carreiras do Serviço Público e convocação de mais de 580 novos aprovados nos concursos da educação, saúde e assistência social", essa é a fala de Jane Mary Ortiz, professora da rede pública e presidente da Associação de Moradores do Jardim Guanabara e Pelicano.

Lacir Souza conta que antes do seu nascimento, em 1986 seus pais residiam no bairro Vila Barros, foi quando conheceram o simples empresário Roberto Razuk, ele era candidato a deputado estadual, sendo eleito e por conseguinte empossado no ano de 1987, a partir dali nasceu uma amizade de 34 anos. Posteriormente, a família foi contemplada numa casa na antiga ocupação irregular da Vila Rosa, assim passaram a testemunhar incisivamente as ações sociais da Família Razuk. "A matriarca Délia, sempre foi presença marcante nas camadas periféricas, apoiando o trabalho dos Clubes de Mães e Associações de Moradores, instalando pequenos núcleos que estimulavam a qualificação profissional e inclusão de várias donas-de-casa no mercado de trabalho, além de destinar voluntários da sua equipe na distribuição do "sopão" com refeições em vilas e aglomerados, tais como o Jardim Clímax, Vila Seac, Brasil 500, Cachoeirinha, Flórida I, Vila Rosa e União Douradense", afirmou.

"No ano de 1988, tive sérios problemas de saúde, e graças à interlocução da Délia com clínicas, Santa Casa de Campo Grande e Hospital São Julião, fui curado a tempo, hoje estou muito bem e vivo aos 64 anos, devo muitas gentilezas a família Razuk que há mais de 44 anos tem sua parcela de contribuição na vida dos menos favorecidos, vejo que essas atitudes são sistemáticas, sempre independeram de mandatos eletivos", conta Fernando Alves de Lima, o Ceará, morador no Parque do Lago II.

"Apesar da crise, desde a gestão do prefeito Murilo Zauith atual vice-governador, e agora com a Délia Razuk, Dourados avançou muito na redução do déficit habitacional, justamente num momento delicado da economia, os cortes no Governo Federal que inclusive extinguiu o Ministério das Cidades. No entanto, os movimentos comunitários consolidaram algumas conquistas com o lançamento de programas importantes como o Lote Urbanizado e Lote Humanizado, e claro com o termino da obra do Residencial Guassu", afirmou José Emílio Pigari, o Zé Bicicleteiro, vice-presidente da Associação de Moradores da Vila Cachoeirinha, União Douradense e Canaã VI.

"Vejo que além dessa recessão financeira global, acumulado aos impactos da pandemia da Covid-19, a Délia Razuk novamente vai superar esses desafios, diante de vários em toda sua vivência diária, terminando seu mandato na mais perfeita normalidade, tudo passará", relatou Cida Alves, 66 anos, aposentada e moradora no Jardim Rasselen.

"Eu esqueço essa crise, e ouço a música "Águas de Março" do cantor e compositor Tom Jobim, uma famosa canção brasileira de 1972, após o artista ter sofrido a única grande perseguição da sua vida na ditadura militar brasileira. Portando a ultima pesquisa do Instituto Sensor que mostra a prefeita com 3,75%, também pode ser simbolizada nas águas de março fechando o verão, com promessa de vida nos nossos corações. O cenário ainda prospera para uma reeleição, sempre há luz no fim do túnel", finalizou.

FOTO: Onipresentes, Levi Dias, Roberto Razuk e Takimoto, promovem reunião do Partido da Frente Liberal (PFL), atual Democratas. Campo Grande (Imagem: Roberto Higa, 1985).

Por: Vanderlei Aguiar, de Campo Grande.
Comentários
veja também
Rede News Online 2011 - 2020 © Todos os direitos reservados